Estudante é processada por racismo no Twitter
Por: twitbrasil,O Twitter é a Rede Social a que mais cresce mundialmente, nela as pessoas podem se expressar, mas cuidado! Afinal, cada um é responsável pelo o que diz no microblog.
Um exemplo foi a estudante de direito Mayara Penteado Petruso que está sendo processada e responderá pelo crime de racismo, ao publicar em seu perfil no Twitter a mensagem “Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a Sp: mate um nordestino afogado!”.
A decisão sobre o processo foi divulgada nesta quinta-feira pela assessoria de imprensa da procuradoria da Justiça Federal.
A declaração da estudante teria sido motivada pela eleição de Dilma Roussef a Presidência da República, sendo que no nordeste a petista conseguiu uma grande quantidade de votos. Na época, uma série de perfis em redes sociais fizeram ofensas aos nordestinos, onde a publicação da estudante conseguiu uma maior repercussão no Twitter.
Em uma nota, o Ministério Publico de São Paulo disse que, entre novembro de 2010 e abril de 2011, a investigação esteve sob sigilo para que pudesse afirmar que a publicação via Twitter teria sido feita pela própria estudante.
No dia 3 de maio, a denúncia foi apresentada à Justiça e já no dia seguinte foi aceita.
Em outra denúncia da mesma investigação, constava uma mensagem parecida com a da estudante de direito, publicada por uma usuária do Recife também via Twitter, teve o pedido de abertura do processo indeferido, mas o Juiz pediu uma investigação em Pernambuco para que fosse apurada a autora do tweet.
A internauta Natália Campello, fez um tweet com uma mensagem parecida com a da estudante de Direito, onde estava escrito o seguinte: . “o sudeste é um lixo, façam um favor ao Nordeste, mate um paulista de bala
VÃO SE FODER PAULISTAS FILHOS DA PUTA”,
Em nota, a procuradoria avaliou que os dois tweets possuem conteúdo “semelhante e são nitidamente racistas”.
Em uma lei de 1989, o crime de racismo prevê penas rígidas quando é cometido em meios de comunicação social ou publicado em qualquer natureza. No caso de Mayara a pena pode variar de 2 a 5 anos de prisão, além de multa.
Fonte: Folha.comTermos Relacionados
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